quinta-feira, 5 de março de 2009

De luto pela Fajã do Calhau



Porque há atentados que são piores do que bombas, porque há ambientes que mereciam ser preservados, porque há decisões que mereciam ser repensadas, porque há vozes que deviam ser ouvidas, porque há dias em que temos de agir, também esta ilha adere ao DIA F pela destruição ambiental da Faja do Calhau, uma iniciativa lançada pelo blogue Fiat Luz. Perceba os outros porquês aqui e aqui.

5 comentários:

Jose Augusto Soares disse...

Comentários...para quê?

Inacreditável!

og disse...

Não conhecia este caso. Se é verdade o que se lê na notícia do site Diário dos Açores, é de facto impressionante como se faz uma estrada destas, num sítio destes, sem projecto aprovado pelas autoridades ambientais. Isto é digno que de qualquer Ditadura, não de um país que se diz democrático. Qualquer leigo, sem conhecimento destes factos, olha para as fotos e vê logo que algo está mal. Eu próprio testei isso, mostrando as fotos a uma pessoa sem explicar o que se passava, e a reacção é logo negativa perante a evidente destruição da natureza. É sem sombra de dúvida um caso de tiros nos pés, ou seja, açorianos a destruir o que os açores têm de melhor.

João Rodrigues disse...

Caro "og", e o pior de tudo é quando os mesmos açorianos que destroem os Açores desta forma acusam os que, tendo nascido no continente, os querem proteger, de não "entenderem" a cultura açoriana. Sabe quem disse isso? O Secretário Regional do Ambiente! Será que a cultura açoriana é optar por modelos de desenvolvimento que destroem a sua maior riqueza? Será que a grande maioria dos açorianos não sabe que as Fajãs açorianas mais bem preservadas são as que não são de fácil acesso? E que mesmo criando acessos mais fáceis, tal destruição era absolutamente desnecessária? Já para não falar na forma clandestina e irregular como está a ser conduzida esta obra...

João Barbosa disse...

que dizer? e o pior é que há coisas que depois de feitas já não têm remédio. acompanho-te no luto.

og disse...

é na verdade uma decepção quando se assiste a cusações desse tipo...como se a sensibilidade ambiental tivesse algo a ver com o lugar de nascença!

Não percebo porque é que os ambientalistas conseguem providências cautelares em muitas situações e nest caso não conseguem um providência cautelar que pare a obra e pelo menos evite amais destruição de património ambiental