sábado, 26 de setembro de 2009

Um bom programa para hoje


As jornadas Europeias do Património estão aí e, com elas, a oportunidade de "conhecer para proteger" melhor o património faialense, pela mãos de uma iniciativa conjunta entre o blogue Horta XXI e a Câmara Municipal da Horta. Hoje o programa contempla um passeio em torno da baía de Porto Pim para explorar as potencialidades da zona.
Entre o património construído e o património natural, muito haverá para aprender e discutir, enquanto as perninhas levam os participantes desde o Castelo de São Sebastião à baía Entre Morros, passando entretanto pela rua do Castelo (antiga rua do Pasteleiro), travessa do Porto Pim, rua da Areinha Velha, praia de Porto Pim, Fábrica da Baleia e subindo ao Monte da Guia. O arranque está marcado pelas 14h30.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Evite outro cataclismo nos Açores!

O dia 27 de Setembro é um data simbólica para o Faial. Foi o dia em que irrompeu do mar o Vulcão dos Capelinhos, transformando para sempre a face geográfica e social da ilha. Não podemos deixar que no próximo dia 27 haja outro cataclismo nos Açores, desta vez nas urnas. Em nome de um futuro comum, temos todos de ser mais activos, mais interventivos, mais participativos, sob pena de estarmos a hipotecar o futuro da ilha, da região e até do País. No próximo domingo, é tempo de escolhermos, em vez de deixar que outros escolham por nós. É tempo, sobretudo, de termos Mais Açores!

Um atelier que vale a pena!


in RTP-Açores online

«Às urnas»

Rui Castro, in Rua Direita

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E agora o PS não diz que esta notícia foi encomendada pela TSF?

Depois do que têm dito do director do Público, seria de esperar que acusassem o director da TSF de inventar esta notícia para favorecer o PSD, não é? Pois... Mas isso não dizem, porque o director da TSF até é socialista, ex-assessor de Soares e afins. É caso para dizer que "até ao lavar dos cestos é vindima"...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Má gestão socialista está à vista de toda a Europa

Última oportunidade para ver "Namíbia e Açores em contraste"

Encerra hoje a exposição "Namíbia e Açores em contraste", da pintora Isabel Eckleben, uma mostra de 24 telas patente ao público nas antigas instalações do Banco de Portugal na cidade da Horta. Em plena campanha eleitoral, sugiro uma pausa para espreitar este projecto multicultural, que retrata a viagem de uma artista plástica alemã que divide a sua vida entre o trabalho na Namíbia e a residência de seis meses por ano na freguesia dos Cedros, no Faial.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

«Memória dos Dabney no Faial em ruínas»


Muito se prometeu para a recuperação do património dos Dabney em Porto Pim, mas as ruínas continuam à vista. E como se não bastasse o seu património, parece que as suas memórias seguem pelo mesmo caminho. Apesar da recente pulicação dos Anais da família Dabney, são poucos os que conhecem a importância daquela família americana num dos momentos mais altos da economia açoriana, já para não falar no contexto político e sócio-cultural da época. A reportagem da Agência Lusa, publicada hoje no Açoriano Oriental Online, não é motivo de orgulho para os faialenses:

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma pausa para pensar a política

Mesmo em plena campanha eleitoral, pensar a política continua a ser uma necessidade urgente, por isso deixo aqui uma recomendação para a leitura do post do Máquina de Lavar sobre a renovação partidária, a que acrescento o meu próprio contributo:
1º A meu ver, a falta de interesse dos cidadãos e a indisponibilidade para trabalhar pelo bem comum são talvez os sintomas mais graves do estado da nossa política. Muitos pensam que estão a castigar os políticos com a abstenção, mas estão antes deixar-lhes carta branca para decidirem a seu bel prazer. Acredito que se todos nos empenhássemos numa cidadania mais activa, a política teria mais valor. Mas na política, como na vida, não basta exigir tudo a todos - é preciso também dar uma parte de nós. O primeiro grande passo a dar passa talvez pelo combate ao crescente egoísmo da nossa sociedade. O maior problema é que é muito mais fácil olhar para o nosso umbigo do que para o dos outros...
2º A limitação de mandatos é como a lei da paridade - não deviam ter de existir numa democracia saudável, mas às vezes são muito necessárias...
3º Acho que a renovação é necessária nos partidos, mas a experiência e a sabedoria da idade não podem ser menosprezadas. Nem nos partidos, nem na vida. Na nossa sociedade há uma tendência para menosprezar os mais velhos, como se fossem trapos, mas a idade e a experiência são óptimos conselheiros. O problema maior são os vícios (os do sistema e os outros), que muitas vezes se instalam por falta de gente nova que os combata com energia. Quando aos 27 anos assumi a co-direcção do Tribuna das Ilhas, tinha um director com 75 anos e foi uma das experiências profissionais mais enriquecedoras que tive. Ganhei eu, ganhou ele, ganhou a jovem equipa, ganhou o então recém-nascido jornal e ganhou sobretudo a ilha, que ficou enriquecida com o trabalho realizado em conjunto. Talvez se novos e velhos trabalhassem juntos mais vezes, tudo fosse bastante diferente. Na política e na vida.

Directamente para a urgência espanhola, em alta velocidade!

Os enfermeiros portugueses protestam à sua porta, mas Sócrates está preocupado é com os amigos espanhóis e o impacto do TGV. Depois de ter mandado fechar maternidades perto da fronteira, obrigando as portuguesas a dar à luz em Badajoz, agora ainda tem a lata de dizer que está em campanha para defender o Estado social, e em particular o Serviço Nacional de Saúde. Só se for o Serviço Nacional de Saúde espanhol! Por certo, quer fechar mais umas urgências e mandar os pacientes para as de Espanha. Em alta velocidade, claro!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Voz faialense continua a inspirar católicos

A irmã Maria Amélia Costa, da Congregação das Fransciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, tem sido uma inspiração para muitos crentes ao longo da sua vida. Quando partiu do Faial, levou a ilha no coraçao e Deus na alma. E é muito bom saber que a idade não apagou a sua voz cristalina, cujo mérito foi mais vez reconhecido, agora com a atribuição do Prémio Kerygma da Música Católica.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nem as eleições conseguiram salvar a Casa de Arriaga

Na cidade da Horta, as origens da República permanecem em ruínas, tristes e abandonadas como se fossem um monte de lixo que nem temos vergonha de esconder. Se depender do Governo Regional dos Açores, parece que é assim que vai ficar mais uns anos. César já habituou os faialenses a esperar mais de uma década por cada projecto aprovado. Foi assim com a Escola Secundária e com a Biblioteca Pública. Foi assim com as obras do Porto (que andam agora a todo o vapor, a ver se mostram resultados por alturas da ida às urnas). E está a ser assim também com o Estádio Municipal e com a requalificação de Porto Pim, para não falar de outras. Quando faltam escassos meses para o início das comemorações do centenário da República, as ruínas ganham raízes mais profundas. Parece que desta vez, nem as eleições à porta salvam a chamada Casa das Florinhas.
Ruínas da casa de Manuel de Arriaga (Foto: DN)

«A casa onde nasceu o primeiro presidente da República Portuguesa, na Horta, Açores, está em ruínas, apesar dos compromissos oficiais para a sua reconstrução, no quadro das comemorações do centenário do regime republicano, que se assinala em 2010.
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu a 8 de Julho de 1840 na cidade da Horta, tendo ocupado o cargo de Presidente da República entre Agosto de 1911 e Maio de 1915. Numa altura em que faltam menos de seis meses para o início das comemorações oficiais do centenário da implantação da República, o imóvel onde nasceu Manuel de Arriaga, situado no centro da cidade, encontra-se num avançado estado de degradação. A reabilitação da 'Casa de Arriaga' é um dos objectivos definidos no site oficial das comemorações (www.centenariorepublica.pt), que atribui a responsabilidade da obra ao Governo Regional.
Com esse objectivo, a casa foi adquirida pelo executivo regional à Diocese de Angra, tendo em vista a sua reconstrução e adaptação para receber o espólio da família de Manuel de Arriaga e outro material relativo ao período imediatamente a seguir à instauração da República, que foi proclamada a 5 de Outubro de 1910. Apesar disso, o imóvel permanece em ruínas, o que levou a Associação de Antigos Alunos do Liceu da Horta a enviar uma carta aberta aos presidentes da Assembleia Legislativa dos Açores e da Câmara da Horta, apelando a que a obra arranque.»
in DN, 1 de Setembro de 2008