segunda-feira, 22 de junho de 2009

A má condução nas ilhas e as vítimas que ela faz


Parece que os portugueses estão a aprender qualquer coisinha no que toca ao civismo na estrada, pelo menos a ver pela notícia do Público online. Mas enquanto os números do País dizem que uma boa parte aprendeu, a realidade das ilhas mostra-nos que se continua a conduzir muito mal nos Açores. E nem preciso de estatísticas para recordar aqui o que todos vemos.
O mal é comum a todas as ilhas, ainda que com maior ou menor visibilidade: estaciona-se em segunda fila nas cidades, apesar de se saber que isso vai congestionar o trânsito; arruma-se o carro à porta de casa, mesmo que isso signifique estrangular completamente a via pública; pára-se no meio de qualquer estrada para cumprimentar um conhecido e pôr a conversa em dia; acelera-se em ruas estreitas e curvas apertadas, como se não pudesse aparecer mais ninguém na rua; conduz-se depois de ter bebido uns copos de vinho ou umas boas cervejinhas; faz-se manobras perigosas, sem cuidado algum ou respeito por quem vem atrás. Às vezes, tudo corre bem para todos. Às vezes, corre mal, muito mal.
Na semana passada, as coisas correram muito mal no Faial, onde um acidente roubou mais uma vida. Não conheço ao pormenor as circunstâncias do desastre, mas sei o essencial: um jovem de 25 perdeu a vida estupidamente. Não o conhecia, mas isso não importa. Sei bem o que significa a sua morte, porque já perdi vários amigos nas estradas do canal em acidentes tão parvos como este. Serão precisas quantas mais vidas para abrir os olhos a quem conduz?
Crédito da foto: Acidentes no Pico

13 comentários:

Lc disse...

Muita falta de civismo e de policiamento também, esta gente nunca mais percebe que as estradas não são pistas de corridas, e que o policiamento significa segurança.

SOS COSTA NORTE disse...

CONTRA A TOURADA NA RIBEIRA GRANDE E NAS ILHAS ONDE NÃO EXISTE TRADIÇÃO!

ASSINEM JÁ AS 2 PETIÇOES EM

http://soscostanorte.blogspot.com/

CUMPRIMENTOS

og disse...

À geração que conduz já pouco se poderá fazer além da repressão através da multa.

É preciso é atacar nas escolas e em força! Uma disciplina de civismo obrigatória logo a partir do 1º ano. Só assim obteremos resultados a médio longo prazo. A curto prazo também serviria para alguns filhos reprimirem os pais quando os vêm fazer cavalidades na estrada.

Anónimo disse...

Concordo na integra mas gostaria de precisar que o acidente da adolescente ocorreu o ano passado e não na semana passada. Não retira no entanto a importância do alerta que deixou e a necessidade de sermos todos mais conscientes!

Bia

A ilha dentro de mim disse...

Tem toda a razão Bia. Fui levada ao engano pela data do site... Vou já corrigir o post. Mas a do Jovem de 25 anos foi mesmo na semana passada. Só não encontrei notícias sobre o assunto...

Anónimo disse...

Caríssima,

vejo-a tão saudosa sempre das suas ilhas que me parece que devia fazer algo... Não é com escritas que isso se resolve.

A ilha dentro de mim disse...

Caro anónimo,

Se dependesse só de mim, já lá estava. Mas o amor pela ilha não é mais importante do que a minha família. E esta, por obrigações militares, não se pode mover quando quer. Esse dia ainda há-de chegar mas, no entretanto, vou resolvendo a coisa com escritas. Para mim tem funcionado...

Jose Augusto Soares disse...

De facto, conduz-se mal nos Açores.
Nas férias, deparo com situações absolutamente suicidas, de estacionamentos em cima de curvas, ultrapassagens arriscadas, excesso de velocidade.
Há décadas, quando havia poucos carros, podia parar-se assim, em qualquer lugar, porque havia tempo para fazer outra manobra. Mas hoje em dia....

SR disse...

Nunca se conduziu tão mal nestas ilhas como agora. A luta tem realmente que ser ao nivel da vigilância e da educação nas escolas, cada vez mais se verifica ser necessário uma disciplina sobre civismo e cidadania.

Anónimo disse...

Caríssima colega:
Pois, poderá ser resolução ter um blog catártico como forma de resolver saudades da terra (como dizia um verdadeiro escritor e não dos pseudos)e também outras saudades (dos amigos e das tardes passadas a imaginar amores). Claro que também não aconselho a ninguém que deixe de ser desempregado e se meta a trabalhar.
Abraço com estima deste ilhéu.

A ilha dentro de mim disse...

Ao José Augusto Soares,

Tem toda a razão. O problema é que a prática passou de pais para filhos...

À SR,
Estou contigo: Civismo e cidadania é urgente.

Ao colega anónimo,
Neste blogue há lugar para tudo o que a autora entender, sejam saudades, opiniões, notícias ou ficções. Mas no que toca aos comentários, sejamos claros: existem para estimular o debate e a construção de um espaço melhor, mas não para deixar insinuações mal intencionadas e sem fundamento, como a sua me pareceu ser. O nome não interessa, mas o conteúdo sim.

Anónimo disse...

Alto!Onde estão as insinuações mal intencionadas e sem fundamento?
A colega tem saudades da ilha, ponto 1;
a colega tem saudades de sentimentos, ponto 2;
a colega está desempregada, ponto 3.
A sua injustificada agressividade deve-se a quê?
Renovo a estima e o abraço.

A ilha dentro de mim disse...

Sobretudo nesse ponto 3, porque não sendo verdade só pode ser uma insinuação, cujo "tom" me soou a mal intencionada. Se é "colega", devia estar melhor informado. Mudar de vida não significa estar desempregado, como comprovam os trabalhos que continuo a publicar em vários órgãos de comunicação social nacionais e os descontos que todos os meses efectuo para a segurança social. Além disso, também nunca tive por hábito passar tardes a imaginar amores, nem sequer na adolescência. Se me conhece, devia saber melhor. Para mim, considero o assunto encerrado.