terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quando a ilha não agarra, as outras levam

«O empresário Emanuel Oliveira, de 34 anos, natural da cidade da Horta, desenvolveu a empresa Tecnináutica que já comercializou 170 embarcações de recreio e pesca durante os últimos meses», escreve o Açoriano Oriental de hoje. Ao ler estas palavras lembrei-me de imediato quão impressionada fiquei ao conhecer o trabalho do Emanuel Oliveira, em 2003. E fiquei impressionada não só pela sua ténica, mas sobretudo pela sua capacidade empreendedora e pela sua iniciativa, que o fizeram crescer num mercado pequeno e cheio de limitações. Mas porque as entidades locais nada fizeram para minimizar essas limitações, Emanuel deslocalizou a empresa para Ponta Delgada, onde lhe garantiram as condições que a Horta não lhe deu. Quem perdeu foi a cidade-mar, que agora clama pela sua ausência. Servirá de lição para que outros casos não se repitam no futuro? Ou a ilha vai continuar a deixar que as suas mais valias rumem a outros portos?

3 comentários:

geocrusoe disse...

Infelizmente o silêncio deste acontecimento na cidade-mar mostra quanto anestesiada está e quanto o seu futuro se está a comprometer... quem lucra com esta anestesia? Certamente que não os filhos dos actuais residentes no Faial

Anónimo disse...

Estão admirados?
Ser na Horta ou em Ponta Delgada é a mesma coisa, no pensar "rosa", por isso, silencio, "não vá o chefe acordar".
Mudança é urgente, pelo menos as facilidades não serão tantas.
Exemplos? Eles aí estão. O chefe manda os subalternos obedecem. Vejam o caso da Radio Naval.Da Autarquia, "nem um suspiro".
-FAIAL DAS FAIAS.

Anónimo disse...

Em relação a este caso, penso ser importante saber na realidade quais foram as verdadeiras razões da deslocalização, que segundo apurei tem mais a haver com o mercado e com a mão de obra, no entanto estou completamemte de acordo com os comentadores anteriores, e não tenho duvidas nenhumas que se os faialenses continuarem com o mesmo "registo", o Faial infelizmente ficará ainda mais abandonado.Está na altura de mudar....de ares, porque por vezes só mudança altera o rumo viciado das coisas.