Morno poder
Escorrendo pela pele
Colado de perto
Com suor da vida
Sentido alerta
Confuso e distante
Correndo sem meta
Por entre águas vazantes
Coisa estranha esta de ser ilhéu. Pedaço de alma rodeado de lava por todos os lados. Ou será rodeado de... poesia?
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Destino de nadas
Há um rio que me olha
de frente
Pedaço de água negra
e brilhante
Destino de nadas
e desesperos.
Há um rio que me olha
sem medos
Fundo de imagens
derretidas
Eterno retorno de ilusões
perdidas
de frente
Pedaço de água negra
e brilhante
Destino de nadas
e desesperos.
Há um rio que me olha
sem medos
Fundo de imagens
derretidas
Eterno retorno de ilusões
perdidas
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Raio de luz
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Estranha bússola
Bola de luz que alto te ergues
Ditando caminhos, desbravando segredos
Como se o destino fosse o mesmo
E não escorregasse por entre os dedos
Ditando caminhos, desbravando segredos
Como se o destino fosse o mesmo
E não escorregasse por entre os dedos
terça-feira, 21 de agosto de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Sem hora marcada
Um grito no escuro
que nos arranca a alma
Um frio na espinha
que penetra nos ossos
Um minuto de som
que não se perde com os anos
que nos arranca a alma
Um frio na espinha
que penetra nos ossos
Um minuto de som
que não se perde com os anos
Eco inevitável
Às três e meia, o galo cantou. Não uma. Não duas, mas três vezes. Ao mesmo tempo, o menino chorou. Não uma, não duas, mas três vezes. Como se fosse um eco inevitável, como se o mundo dependesse daquele som. Como se nada mais importasse. E na verdade não importa. Porque o mundo onde ouvi o galo cantar é o mesmo onde não quero ouvir ninguém chorar.
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