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| O outro lado da Caldeira, uma das nossas 12 Zonas Húmidas (Foto: LBulcão) |
Temos ainda “um longo percurso para entendermos a natureza dos Açores, as suas particularidades e valores" e, sobretudo, "para aprendermos a viver com ela num equilíbrio sustentado". As palavras são do botânico Eduardo Dias, em declarações ao jornal Correio dos Açores a propósito o Dia Mundial das Zonas Húmidas, que hoje se celebrou, e não podiam ser mais certeiras.
Todos sabemos que «compreender o valor que tem para nós e ajustar os nossos padrões de vida e de desenvolvimento às condicionantes do meio são atitudes inteligentes e revelam identidade cultural», tal como afirma aquele especialista da Universidade dos Açores. Contudo, o caminho para o futuro é longo e a nossa memória muitas vezes demasiado curta. É, por isso, urgente que interiorizemos esta necessidade como fundamental para a nossa sustentabilidade enquanto povo.
Não basta fazer publicidade às maravilhas naturais dos Açores, nem conseguir classificações especiais para as suas Zonas Húmidas. Não chega amá-las perdidamente, nem exibi-las com orgulho perante os flashes dos amigos e turistas que por cá vão passando. É necessário também estudá-las, conhecê-las e compreendê-las. Só assim as poderemos proteger e preservar devidamente.
Ao contrário do que muitos pensam, cuidar que tudo isso é feito não é uma tarefa exclusiva do Governo Regional dos Açores, nem das entidades ambientais. É, sim, uma responsabilidade de todos e cada um de nós, ilhéus deslumbrados que somos com a beleza das nossas paisagens e ofuscados com desejos de outras glórias. Preservar pode rimar com explorar, mas para que a Natureza dos Açores seja de facto um poema perfeito é essencial garantir sílabas sustentáveis e versos com espaços para um futuro mais verde. Aqui, a humidade também tem de rimar com sustentabilidade.

No passado havia um slogan em cartazes do ambiente que dizia: "Conhecer para proteger"
ResponderEliminarEsta rima só atinge as perfeição quando a paixão por estes ecossistemas rimar com compreensão e nos deslumbrar não só com a visão do coração, mas também a da razão.
Exactamente! Sem tirar, nem pôr!
ResponderEliminarPara que os "versos" tenham a devida rima, serão necessários bons "poetas".
ResponderEliminarO Povo gosta de "os ler", mas...
as diretizes vs lei tem devir daqueles que foram democraticamente eleitos para tal fim.
Todos sabemos que tudo só funciona bem quando o povo é bem orientado.
Queiramos ou não, é esta a nossa sina.
SM+