Dizem que a bruma nos entristece a alma e enevoa o coração, mas há sempre quem consiga ver a beleza para lá da cortina de nevoeiro. Quando o Inverno desce à cidade, é com o nosso Faial que o guitarrista norte-americano Steve White sonha. Uma "portuguese blues" para saborear com um sorriso nos lábios. Perfeita para aquecer uma noite de Inverno como esta.
Coisa estranha esta de ser ilhéu. Pedaço de alma rodeado de lava por todos os lados. Ou será rodeado de... poesia?
sábado, 12 de março de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Vão Experimentar faz favor, que não ficarão nada Incomodados
MusicBox, Lisboa, dia 17 de Fevereiro. Excelente oportunidade para sorver os sons irreverentes do primeiro álbum do "Experimentar Na M'Incomoda", do faialense Pedro Lucas. Depois da menção honrosa nos Prémios Megafone 2010, o primeiro disco está na rua e o grupo anda por aí em digressão, experimentando os palcos desse País. Quinta-feira vá até lá e perceba porque é que a crítica especializada se apaixonou pelo som deles.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Basanitas do Al-Zéi em exposição na Moita
O conhecido escultor alentejano Al-Zéi, há muito radicado na ilha do Faial, anda em digressão pelo País com a sua exposição "Só Bombas... Piroclásticas". Depois da itinerância por terras alentejanas, chegou agora a vez do Vale do Tejo, com a inauguração da mostra a ter lugar hoje, pelas 21h00, na Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, concelho da Moita. As suas obras são verdadeiros pedaços de lava, vindos dos vulcões faialenses, a que o escultor José Francisco Pereira deu personalidade própria, moldando-lhes rostos nos sulcos do basalto. Para ver até 26 de Fevereiro, de Terça a Sábado, entre as 10h00 e as 18h30.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Humidade tem de rimar com sustentabilidade
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| O outro lado da Caldeira, uma das nossas 12 Zonas Húmidas (Foto: LBulcão) |
Temos ainda “um longo percurso para entendermos a natureza dos Açores, as suas particularidades e valores" e, sobretudo, "para aprendermos a viver com ela num equilíbrio sustentado". As palavras são do botânico Eduardo Dias, em declarações ao jornal Correio dos Açores a propósito o Dia Mundial das Zonas Húmidas, que hoje se celebrou, e não podiam ser mais certeiras.
Todos sabemos que «compreender o valor que tem para nós e ajustar os nossos padrões de vida e de desenvolvimento às condicionantes do meio são atitudes inteligentes e revelam identidade cultural», tal como afirma aquele especialista da Universidade dos Açores. Contudo, o caminho para o futuro é longo e a nossa memória muitas vezes demasiado curta. É, por isso, urgente que interiorizemos esta necessidade como fundamental para a nossa sustentabilidade enquanto povo.
Não basta fazer publicidade às maravilhas naturais dos Açores, nem conseguir classificações especiais para as suas Zonas Húmidas. Não chega amá-las perdidamente, nem exibi-las com orgulho perante os flashes dos amigos e turistas que por cá vão passando. É necessário também estudá-las, conhecê-las e compreendê-las. Só assim as poderemos proteger e preservar devidamente.
Ao contrário do que muitos pensam, cuidar que tudo isso é feito não é uma tarefa exclusiva do Governo Regional dos Açores, nem das entidades ambientais. É, sim, uma responsabilidade de todos e cada um de nós, ilhéus deslumbrados que somos com a beleza das nossas paisagens e ofuscados com desejos de outras glórias. Preservar pode rimar com explorar, mas para que a Natureza dos Açores seja de facto um poema perfeito é essencial garantir sílabas sustentáveis e versos com espaços para um futuro mais verde. Aqui, a humidade também tem de rimar com sustentabilidade.
Ancoradouro:
Açorianidades,
Cheiros da ilha
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A propósito de literatura, TV e Internet, ou a arte de partilhar
«Literature is where you retreat when you're sick of celebrity divorces, political mudslinging, office intrigues, trials of the century, new Apple products, internet flame wars, sexting and X Factor contestants – in short, everything that everybody else spends most of their time thinking and talking about.»
«It is what the internet lures out of us – hubris, daydreams, avarice, obsessions – that makes it so potent and so volatile. TV's power is serenely impervious; it does all the talking, and we can only listen or turn it off. But the internet is at least partly us; we write it as well as read it, perform for it as well as watch it, create it as well as consume it. Watching TV is a solitary activity that feels like a communal one, while the internet is a communal experience masquerading as solitude.»
«What else is an artist but someone who believes that she can barter a little piece of herself to the world and not only preserve its essential worth, but even multiply it, by sharing it with others?»
Laura Miller, How novels came to terms with the internet, in The Guardian, 15/01/2011
Ancoradouro:
Escritos com sentido
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
«É tempo de voltar a sentir»
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A mística do que é nosso
The most colourful marina in the world from Alexandre Jesus on Vimeo.
A luz, a cor, o mar, as gentes. A essência do que é genuíno. A mística do que é nosso. Passando a publicidade ao Peter, é sem dúvida um belíssimo vídeo, com a assinatura do Alexandre Jesus.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Açores não escapam às descidas nas dormidas
Vai ser preciso muito mais do que artigos destes para fazer frente a notícias destas.
Em nome de um futuro mais feliz!
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| Foto: http://www.luamistica.com |
O Ano Novo arrancou sem que tivesse deixado neste blogue as minhas resoluções, por mil e uma razões que não interessam aqui esgrimir. Agora, o Novo Ano está prestes a entrar em velocidade de cruzeiro e é tempo de deixar apenas um pedido. Não um pedido a 2011, mas sim a todos os que por aqui vão passando, mais ou menos frequentemente, e se dão ao trabalho de me lerem: que não deixem nunca que os outros comandem as vossas vontades, nem fiquem à espera que a felicidade saia no Euromilhões. Por mais dúvidas e receios que vos passem na alma, lembrem-se sempre que o futuro pode ser um lugar mais feliz. Mas que também isso está inteiramente nas vossas mãos!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Da blogosfera para o papel
Este poema já tinha sido postado aqui, mas agora foi a vez de sair da blogosfera para o papel, tendo sido publicado na última edição do jornal cultural Avenida Marginal. Por esta razão, e porque em final de ano passamos os dias a olhar para esse Tempo dos Homens, volto aqui a deixá-lo, quiçá em jeito de balanço de um ano bastante dorido.
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| Foto: LBulcão |
De frente para o tempo dos Homens
a escarpa é um lugar sentado,
olhando os ponteiros da vida
e os sons desse mar prateado.
Vejo cores de outros seres
e gargalhadas de dias maiores,
memórias que não se escrevem
à espera de sentimentos melhores.
Nas pedras, o rosto dorido.
Na terra, a dor que não sente.
É urgente tirar essa capa
e retocar o estuque por dentro.
Lídia Bulcão
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