terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A mística do que é nosso



The most colourful marina in the world from Alexandre Jesus on Vimeo.

A luz, a cor, o mar, as gentes. A essência do que é genuíno. A mística do que é nosso. Passando a publicidade ao Peter, é sem dúvida um belíssimo vídeo, com a assinatura do Alexandre Jesus.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Açores não escapam às descidas nas dormidas

Vai ser preciso muito mais do que artigos destes para fazer frente a notícias destas.

Em nome de um futuro mais feliz!

Foto: http://www.luamistica.com
 
O Ano Novo arrancou sem que tivesse deixado neste blogue as minhas resoluções, por mil e uma razões que não interessam aqui esgrimir. Agora, o Novo Ano está prestes a entrar em velocidade de cruzeiro e é tempo de deixar apenas um pedido. Não um pedido a 2011, mas sim a todos os que por aqui vão passando, mais ou menos frequentemente, e se dão ao trabalho de me lerem: que não deixem nunca que os outros comandem as vossas vontades, nem fiquem à espera que a felicidade saia no Euromilhões. Por mais dúvidas e receios que vos passem na alma, lembrem-se sempre que o futuro pode ser um lugar mais feliz. Mas que também isso está inteiramente nas vossas mãos!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Da blogosfera para o papel

Este poema já tinha sido postado aqui, mas agora foi a vez de sair da blogosfera para o papel, tendo sido publicado na última edição do jornal cultural Avenida Marginal. Por esta razão, e porque em final de ano passamos os dias a olhar para esse Tempo dos Homens, volto aqui a deixá-lo, quiçá em jeito de balanço de um ano bastante dorido.


Foto: LBulcão
O TEMPO DOS HOMENS

De frente para o tempo dos Homens
a escarpa é um lugar sentado,
olhando os ponteiros da vida
e os sons desse mar prateado.

Vejo cores de outros seres
e gargalhadas de dias maiores,
memórias que não se escrevem
à espera de sentimentos melhores.

Nas pedras, o rosto dorido.
Na terra, a dor que não sente.
É urgente tirar essa capa
e retocar o estuque por dentro.

Lídia Bulcão

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Legenda com profundidade de poesia

«Aterrar numa ilha no meio de uma tempestade obriga-nos a concentrar no tamanho das coisas. À medida que a distância no chão diminui, as "coisas" ficam na escala confortável. Ou seja, a que nos conforta por ser a distância à qual costumamos estar. Uma ilha lança constantemente esse desafio: ao perto tudo é reconhecível; ao longe, é bom que fique perto; de muito perto, fica a mancha, um pedaço de terra.»

Cristina Peres, "Cabo Verde - Velocidade de Cruzeiro", 
in Courrier Internacional nº178, de Dezembro de 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ai se a Central de Ondas fosse mais perto do Palácio de Sant'Ana...

Foto: http://pt.wavec.org/client/files/Pico_onda.jpg

Numa região com tanto potencial marítimo como os Açores, custa a acreditar que os responsáveis políticos ainda não tenham aberto os olhos para o filão inexplorado que têm  à frente dos olhos. E é difícil aceitar que um projecto inovador como foi o da Central de Ondas do Pico possa acabar assim, abandonado por falta de financiamento. O presidente do Governo Regional passa a vida a gabar-se de que a região tem um "superavit", então porque raio não dispensa uns meros 500 mil euros para recuperar uma estrutura desta importância? Será porque as contas não são bem assim, ou porque a Central de Ondas da ilha do Pico fica muito longe do palácio de Sant'Ana?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um "passo notável", até para o DOP

Não é preciso sair da ilhas para fazer um bom trabalho e ser reconhecido internacionalmente por isso. A entrada do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores como parceiro na Global Ocean Biodiversity Iniciative (GOBI) é a melhor prova disso. Um "passo notável", até mesmo para uma instituição com créditos firmados como o DOP.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Votos de um Natal sentido

Foto: LBulcão

Há dias em que só faz sentido partilhar o calor dos abraços e o sorriso dos corações com aqueles a quem queremos bem. Há dias em que é impossível  não celebrar os bocadinhos de nada que colamos para fazer o todo que nos compõe. Há dias em que só queremos abraçar os pedaços de amizade, carinho, solidariedade e respeito plantados na nossa vida por todos os que fazem dela um terreno especial. Há dias assim, que fazem desta quadra natalícia um momento único, aonde não podemos deixar de voltar sempre,  mesmo que não tenhamos a certeza de encontrar tudo aquilo de que precisamos. E porque esta semana é feita de dias como esses,  deixo aqui os meus votos de Boas Festas para todos os que por cá forem passando. 
 
Que tenham um Santo Natal, pleno de paz, amor e alegria!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Encharcada até aos ossos, mas com a alma aquecida


Não há nada como regressar à ilha, ainda que encharcada até aos ossos com a humidade e o temporal que  crescem lá fora. Mesmo às portas do Natal, a Natureza ainda é quem mais ordena por aqui. Mas por mais que o vento nos embale, a chuva nos atormente e as brumas nos toldem o alcance dos olhos, há sempre como reencontrar o calor certo para derreter o gelo que ameaça o coração. No mar onde me encontro, o horizonte pode não se ver, mas a alma, essa, navega bem aquecida.


Foto retirada de: http://www.tribunadasilhas.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1566:proteccao-civil-chuva-forte-no-grupo-central&catid=1:local&Itemid=2