Falar do centralismo dos outros é fácil. Sobretudo em dia de festa, quando o povo está anestesiado com boa comida e muito vinho. Mas não é por isso que vamos fechar os olhos ao caminho que o nosso Governo Regional escolheu percorrer, esmagando os mais pequenos sem qualquer peso na consciência, como está acontecer com a história do encerramento da Radionaval da Horta. Levar esta Estação para São Miguel e deixar em troca postos de grande tecnologia e quase nenhuma gente não vai tapar o buraco criado na economia do Faial, por mais que alguns nos tentem convencer do contrário. Estou farta de ver os interesses de uns e outros dominarem aquilo que devia ser o interesse de todos. Não foi esta a autonomia que os nossos pais desejaram, nem a que queremos deixar aos nossos filhos. A luta em prol da sobrevivência das ilhas mais pequenas tem de ser um projecto de toda a região e de todas as forças políticas, da esquerda à direita, sob pena de passarmos a ser um arquipélago vazio de coesão, constituído por uma ilha plenamente realizada e outros oito pedaços de quase nada, todos espalhados num imenso mar de desilusão.
Coisa estranha esta de ser ilhéu. Pedaço de alma rodeado de lava por todos os lados. Ou será rodeado de... poesia?
terça-feira, 1 de junho de 2010
Será que não aprendemos nada com a Madeira?
O Faial está novamente debaixo da fúria da Natureza. Quando não são os sismos, é a chuva, que cai na ilha há mais de 24 horas e já começou a tomar proporções perigosas, segundo a notícia divulgada pelo portal Faial Digital. Sabemos que quando a Natureza se enfurece, não há nada que lhe resista. Mas a incúria na limpeza e manutenção das estradas, muros, grotas e ribeiras de toda a ilha não é culpa da Natureza. Será que não aprendemos nada com o que aconteceu na Madeira?
terça-feira, 25 de maio de 2010
O Tempo dos Homens

Torre do Relógio, Horta (Foto: LBulcão)
De frente para o tempo dos Homens
a escarpa é um lugar sentado,
olhando os ponteiros da vida
e os sons desse mar prateado.
Vejo cores de outros seres
e gargalhadas de dias maiores,
memórias que não se escrevem
à espera de sentimentos melhores.
Nas pedras, o rosto dorido.
Na terra, a dor que não sente.
É urgente tirar essa capa
e retocar o estuque por dentro.
Lídia Bulcão
Darrel Kastin, "o escritor assombrado pelas ilhas"

Darrel Kastin é um escritor californiano pleno de raízes açorianas. Em "The Undiscovered Island", um livro contado a partir do Faial e do Pico, o escritor desvenda o sentir ilhéu dentro de cada emigrante açoriano. Este domingo, o Diário Insular chamou-lhe "O escritor assombrado pelas ilhas" numa entrevista que aqui reproduzo e que é apenas um cheirinho das ilhas dentro dele, para aguçar apetites.
«Como começou a escrever e porquê este título: “The Undiscovered Island”, que, traduzido para português, seria qualquer coisa como “A Ilha por Descobrir”?
Eu nasci e fui criado em Los Angeles, na Califórnia. A minha mãe, Josefina do Canto e Castro nasceu na ilha do Faial. Quando eu era pequeno a minha avó vivia connosco. Ela contava-me histórias acerca da nossa família e sobre os Açores. Em 1968 ou 1969 a minha avó regressou aos Açores mas para viver no Pico, onde tinha vivido até à II Guerra Mundial. Quando eu tinha 15 anos, em 1972, toda a família foi aos Açores. Estivemos lá meio Verão e visitámos Santa Maria, São Miguel, Terceira, Pico e Faial. As ilhas afectaram-me profundamente, não apenas pela sua beleza impressionante, diferente de tudo o que tinha visto até ao momento, mas também ao ver como os pescadores, agricultores e especialmente os baleeiros trabalhavam como se fazia há centenas de anos. Voltei em 1987 e desta vez fiquei três meses e meio. Comecei a escrever histórias que se passavam nas ilhas e depois iniciei o meu romance, intitulado “The Undiscovered Island”. Porquê este título? Porque representa as chamadas ilhas imaginárias que os exploradores portugueses procuravam. Eram reais? Eram imaginárias? Ou eram usadas para convencer as pessoas que estavam por aí, para confundi-las em relação ao que estas ilhas eram realmente, muito à semelhança do que o rei D. João II fazia, espalhando histórias sobre oceanos que ferviam e o fim dos oceanos? Não sabemos. Existem mais mistérios do que factos relacionados com esse período. Também representa a “Décima Ilha”, imaginada. No romance, o pai de Júlia, Sebastião, diz-lhe e ao irmão que eles são da “Undiscovered Island” (Ilha por Descobrir) porque se dissesse Açores teria também muito para explicar.
O romance tem como palco as ilhas do Pico e do Faial…
Sim. Visitei o Pico e o Faial várias vezes. Encontrei personagens interessantes, pessoas calorosas e com humor. E uma paisagem lindíssima. Não nasci nem cresci lá mas, de uma forma qualquer, o cheio das ilhas, a forma como a luz do sol se sente, o mar, têm-me assombrado ao longo dos anos e quando não estou lá penso em regressar.
Qual é, em resumo, a história do livro?
O livro é sobre uma jovem mulher, nos seus 20 anos, que se dedica à música, chamada Júlia Castro, que vai para o Faial para encontrar o pai, um poeta, que desapareceu. Há terramotos, rumores de barcos fantasma, uma sereia que percorre a costa, cantando na noite, boatos de homens que desaparecem de casa e um homem afogado, encontrado nas encostas do Pico. Também se fala de uma nova ilha que se ergue do oceano. No meio de tudo, Júlia tenta perceber o que o pai andava a fazer e para onde pode ter ido. Conhece um jovem, Nicolau, e descobre um quarto secreto onde o pai escrevia mas onde também coleccionava uma grande quantidade de mapas, registos geológicos, livros e vários instrumentos de navegação antigos. Convencida de que o pai navegou para a nova ilha ou para a “Ilha Encantada” Júlia decide ir em sua busca.
A quem acha que este romance apelará?
Espero que o livro apele a qualquer pessoa interessada nos Açores ou na história marítima portuguesa. E espero que cative quem gosta de livros, também. A narrativa é entrecortada pela poesia de Camões, Pessoa, Quental. Enquanto Júlia desvenda a história da sua família, encontra também o que é descobrir quem é, de onde veio. Ela viveu a sua vida separada não só do país dos seus antepassados mas também desligada da história da sua família.
Que escritores portugueses, açorianos ou não, o inspiram?
Infelizmente o meu português não é suficientemente bom para ler muito na língua original. Inspiram-me Camões, Pessoa, Eça de Queirós, Quental, Saramago, Antunes e Florbela Espanca. Dois açorianos que me inspiram são Zeca Medeiros e Luís Gil Bettencourt. Também há a música de Pedro Barroso, Amália, Zeca Afonso e Dulce Pontes.
Considera que ter raízes açorianas teve influência na forma como escreve, na maneira como encara as coisas?
Absolutamente. Quando descrevo a minha personagem, Júlia, o seu dilema é que não é das ilhas (não nasceu lá), nem dos Estados Unidos. Ela é um ser separado. Pertence ao país que existe entre estes dois. Gosto de pensar que ter raízes açorianas me deu mais imaginação. Sinto-me atraído por ilhas e muito ligado ao mar. Se bem que por vezes é difícil viver como este ser separado, ao mesmo tempo, penso, esta perspectiva ajudou-me a escrever o romance.
Qual é a impressão que tem dos Açores?
Adoro as ilhas, a sua individualidade. Visitei todas excepto a Graciosa e São Jorge, que tenho muita vontade de conhecer. Tenho uma ligação especial com o Pico e o Faial porque foi lá que passei mais tempo. Tenho também uma forte ligação com a Terceira porque foi aí que o meu avô nasceu e que muita da história da minha família se desenrolou. Também me cativam São Miguel, pela beleza, e Santa Maria, onde nasceu a minha mulher.
Que história tem a sua família nos Estados Unidos?
O meu bisavô, Domingos Freitas ou Fraga (usava os dois nomes) foi o primeiro a ir para os Estados Unidos. Ele deixou a família no Corvo nadando até a umas rochas e sendo apanhado por um navio baleeiro americano. Navegou por todo o mundo durante três anos e acabou por ficar em São Francisco. Usou o dinheiro que tinha ganho para comprar uma quinta em Santa Rosa, Califórnia. Depois de casar e constituir família foi para a ilha de onde era natural a mulher, São Jorge e ficou lá. Pode ver que tenho uma ligação com tantas ilhas… A minha avó, quando foi para a América, trabalhou com crianças. Ela e o meu avô, enquanto ele esteve cá, trabalharam em programas de rádio numa emissora portuguesa e escreveram para jornais portugueses. Um tio meu trabalhou muitos anos numa emissora portuguesa em Los Banos, na Califórnia, e outro dirigiu um jornal português na Nova Inglaterra. A minha mãe e tias sempre estiveram envolvidas na comunidade portuguesa.
Para quem escreveu este livro?
Escrevi este livro para as ilhas e para Portugal, com a sua história singular e fascinante. Passei a minha vida toda a tentar responder à pergunta: “O que são os Açores?”. Pensei que o meu romance os pudesse tornar mais reais para que outros os descubram. Acha que os americanos com raízes açorianos conhecem o arquipélago ou há muito desconhecimento?Acho que muitos não conhecem as ilhas ou as suas raízes. Algumas pessoas podem ler o livro e pensar que não passa da obsessão do escritor com a sua família, mas estão erradas. A história da minha família é a história da família de todos os açorianos, todos os portugueses. Todos os portugueses são primos e todos são filhos do Rei Dom Dinis. É isso que penso. A minha família é das classes altas e baixas, tem pobres e ricos, e as ligações com Pedro Álvares Cabral e Afonso Albuquerque, Vasco da Gama ou Colombo não são apenas dela- essa história é de toda a gente.
Pretende escrever novamente sobre os Açores?
Sim, acabei de escrever duas novas histórias açorianas. Uma colecção deve ser publicada em 2011. Espero ficar um longo tempo nas ilhas e estou curioso acerca do que escreverei em resultado disso.»
«Como começou a escrever e porquê este título: “The Undiscovered Island”, que, traduzido para português, seria qualquer coisa como “A Ilha por Descobrir”?
Eu nasci e fui criado em Los Angeles, na Califórnia. A minha mãe, Josefina do Canto e Castro nasceu na ilha do Faial. Quando eu era pequeno a minha avó vivia connosco. Ela contava-me histórias acerca da nossa família e sobre os Açores. Em 1968 ou 1969 a minha avó regressou aos Açores mas para viver no Pico, onde tinha vivido até à II Guerra Mundial. Quando eu tinha 15 anos, em 1972, toda a família foi aos Açores. Estivemos lá meio Verão e visitámos Santa Maria, São Miguel, Terceira, Pico e Faial. As ilhas afectaram-me profundamente, não apenas pela sua beleza impressionante, diferente de tudo o que tinha visto até ao momento, mas também ao ver como os pescadores, agricultores e especialmente os baleeiros trabalhavam como se fazia há centenas de anos. Voltei em 1987 e desta vez fiquei três meses e meio. Comecei a escrever histórias que se passavam nas ilhas e depois iniciei o meu romance, intitulado “The Undiscovered Island”. Porquê este título? Porque representa as chamadas ilhas imaginárias que os exploradores portugueses procuravam. Eram reais? Eram imaginárias? Ou eram usadas para convencer as pessoas que estavam por aí, para confundi-las em relação ao que estas ilhas eram realmente, muito à semelhança do que o rei D. João II fazia, espalhando histórias sobre oceanos que ferviam e o fim dos oceanos? Não sabemos. Existem mais mistérios do que factos relacionados com esse período. Também representa a “Décima Ilha”, imaginada. No romance, o pai de Júlia, Sebastião, diz-lhe e ao irmão que eles são da “Undiscovered Island” (Ilha por Descobrir) porque se dissesse Açores teria também muito para explicar.
O romance tem como palco as ilhas do Pico e do Faial…
Sim. Visitei o Pico e o Faial várias vezes. Encontrei personagens interessantes, pessoas calorosas e com humor. E uma paisagem lindíssima. Não nasci nem cresci lá mas, de uma forma qualquer, o cheio das ilhas, a forma como a luz do sol se sente, o mar, têm-me assombrado ao longo dos anos e quando não estou lá penso em regressar.
Qual é, em resumo, a história do livro?
O livro é sobre uma jovem mulher, nos seus 20 anos, que se dedica à música, chamada Júlia Castro, que vai para o Faial para encontrar o pai, um poeta, que desapareceu. Há terramotos, rumores de barcos fantasma, uma sereia que percorre a costa, cantando na noite, boatos de homens que desaparecem de casa e um homem afogado, encontrado nas encostas do Pico. Também se fala de uma nova ilha que se ergue do oceano. No meio de tudo, Júlia tenta perceber o que o pai andava a fazer e para onde pode ter ido. Conhece um jovem, Nicolau, e descobre um quarto secreto onde o pai escrevia mas onde também coleccionava uma grande quantidade de mapas, registos geológicos, livros e vários instrumentos de navegação antigos. Convencida de que o pai navegou para a nova ilha ou para a “Ilha Encantada” Júlia decide ir em sua busca.
A quem acha que este romance apelará?
Espero que o livro apele a qualquer pessoa interessada nos Açores ou na história marítima portuguesa. E espero que cative quem gosta de livros, também. A narrativa é entrecortada pela poesia de Camões, Pessoa, Quental. Enquanto Júlia desvenda a história da sua família, encontra também o que é descobrir quem é, de onde veio. Ela viveu a sua vida separada não só do país dos seus antepassados mas também desligada da história da sua família.
Que escritores portugueses, açorianos ou não, o inspiram?
Infelizmente o meu português não é suficientemente bom para ler muito na língua original. Inspiram-me Camões, Pessoa, Eça de Queirós, Quental, Saramago, Antunes e Florbela Espanca. Dois açorianos que me inspiram são Zeca Medeiros e Luís Gil Bettencourt. Também há a música de Pedro Barroso, Amália, Zeca Afonso e Dulce Pontes.
Considera que ter raízes açorianas teve influência na forma como escreve, na maneira como encara as coisas?
Absolutamente. Quando descrevo a minha personagem, Júlia, o seu dilema é que não é das ilhas (não nasceu lá), nem dos Estados Unidos. Ela é um ser separado. Pertence ao país que existe entre estes dois. Gosto de pensar que ter raízes açorianas me deu mais imaginação. Sinto-me atraído por ilhas e muito ligado ao mar. Se bem que por vezes é difícil viver como este ser separado, ao mesmo tempo, penso, esta perspectiva ajudou-me a escrever o romance.
Qual é a impressão que tem dos Açores?
Adoro as ilhas, a sua individualidade. Visitei todas excepto a Graciosa e São Jorge, que tenho muita vontade de conhecer. Tenho uma ligação especial com o Pico e o Faial porque foi lá que passei mais tempo. Tenho também uma forte ligação com a Terceira porque foi aí que o meu avô nasceu e que muita da história da minha família se desenrolou. Também me cativam São Miguel, pela beleza, e Santa Maria, onde nasceu a minha mulher.
Que história tem a sua família nos Estados Unidos?
O meu bisavô, Domingos Freitas ou Fraga (usava os dois nomes) foi o primeiro a ir para os Estados Unidos. Ele deixou a família no Corvo nadando até a umas rochas e sendo apanhado por um navio baleeiro americano. Navegou por todo o mundo durante três anos e acabou por ficar em São Francisco. Usou o dinheiro que tinha ganho para comprar uma quinta em Santa Rosa, Califórnia. Depois de casar e constituir família foi para a ilha de onde era natural a mulher, São Jorge e ficou lá. Pode ver que tenho uma ligação com tantas ilhas… A minha avó, quando foi para a América, trabalhou com crianças. Ela e o meu avô, enquanto ele esteve cá, trabalharam em programas de rádio numa emissora portuguesa e escreveram para jornais portugueses. Um tio meu trabalhou muitos anos numa emissora portuguesa em Los Banos, na Califórnia, e outro dirigiu um jornal português na Nova Inglaterra. A minha mãe e tias sempre estiveram envolvidas na comunidade portuguesa.
Para quem escreveu este livro?
Escrevi este livro para as ilhas e para Portugal, com a sua história singular e fascinante. Passei a minha vida toda a tentar responder à pergunta: “O que são os Açores?”. Pensei que o meu romance os pudesse tornar mais reais para que outros os descubram. Acha que os americanos com raízes açorianos conhecem o arquipélago ou há muito desconhecimento?Acho que muitos não conhecem as ilhas ou as suas raízes. Algumas pessoas podem ler o livro e pensar que não passa da obsessão do escritor com a sua família, mas estão erradas. A história da minha família é a história da família de todos os açorianos, todos os portugueses. Todos os portugueses são primos e todos são filhos do Rei Dom Dinis. É isso que penso. A minha família é das classes altas e baixas, tem pobres e ricos, e as ligações com Pedro Álvares Cabral e Afonso Albuquerque, Vasco da Gama ou Colombo não são apenas dela- essa história é de toda a gente.
Pretende escrever novamente sobre os Açores?
Sim, acabei de escrever duas novas histórias açorianas. Uma colecção deve ser publicada em 2011. Espero ficar um longo tempo nas ilhas e estou curioso acerca do que escreverei em resultado disso.»
domingo, 23 de maio de 2010
Uma frota de relíquias no Porto da Horta

Delfim, Golfinho e Espadarte no Porto da Horta
(Foto: Marinha de Guerra Portuguesa)
(Foto: Marinha de Guerra Portuguesa)
Enquanto o Governo português tenta empurrar para 2012 o pagamento dos dois novos submarinos e o exaurido Barracuda já deixou de navegar, deixo aqui uma relíquia de tempos quase inimagináveis: o Delfim, o Golfinho e o Espadarte, os três submarinos da velhinha segunda esquadrilha portuguesa, atracados em simultâneo no Porto da Horta (algures nos anos 40). Um momento histórico que não mais se repetiu e, a ver pelo andamento do País, jamais se repetirá.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Para todos os que amam o nosso MAR
Em nome do mar e do que poderíamos ser se o usássemos devidamente, em nome dos sonhos que ele nos acalenta e das aventuras que nos proporciona, em nome de tudo o que cabe na transparência das suas águas e transborda da sua força avassaladora, aqui fica a minha sentida homenagem neste dia Europeu do Mar. Um brinde a todos aqueles que vivem o mar no seu dia-a-dia e a todos os outros que não o podendo viver ainda assim não desistem de o continuar a sonhar. Porque só assim ele continuará a ser eternamente nosso!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Respirando puro oxigénio

«Por agora, estou aqui. Respiro oxigénio. Chego a sentir aqueles fiozinhos de ar
que passam pelos poros (ouvi isto num lado qualquer ou li numa revista qualquer).
E não importa a forma como acabe. Todas as maneiras são boas.»
José Luís Peixoto, "Legalize Airlines", in Hoje Não
que passam pelos poros (ouvi isto num lado qualquer ou li numa revista qualquer).
E não importa a forma como acabe. Todas as maneiras são boas.»
José Luís Peixoto, "Legalize Airlines", in Hoje Não
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Os dois ilhéus, vistos por Osório Goulart
Os Ilhéus da Madalena,
abraçados pelo mar,
em suave noite amena,
ouvem sereias cantar.
E o sonho dos dois Ilhéus,
à luz doce do luar,
debaixo do azul dos céus,
para sempre há-de durar...
Um para os céus ergue a fronte,
quer a Terra ao Céu ligar,
outro quer, como uma ponte,
duas ilhas enlaçar.
Osório Goulart (1868 - 1960)
abraçados pelo mar,
em suave noite amena,
ouvem sereias cantar.
E o sonho dos dois Ilhéus,
à luz doce do luar,
debaixo do azul dos céus,
para sempre há-de durar...
Um para os céus ergue a fronte,
quer a Terra ao Céu ligar,
outro quer, como uma ponte,
duas ilhas enlaçar.
Osório Goulart (1868 - 1960)
Foto retirada de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilh%C3%A9us_da_Madalena
terça-feira, 11 de maio de 2010
Portugueses de um País a apodrecer em ruínas
A crónica de José Manuel Bolieiro, publicada hoje no Açoriano Oriental, é um grande texto sobre o valor da nossa universalidade. Nela, o cronista versa a propósito de Ponta Delgada, mas podia ser sobre a pequena cidade da Horta ou até mesmo sobre a grande Lisboa. Nesta crónica cabem tantos pedaços de nós, portugueses de um País a apodrecer em ruínas.
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