Coisa estranha esta de ser ilhéu. Pedaço de alma rodeado de lava por todos os lados. Ou será rodeado de... poesia?
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Dois anos nesta ilha
A 19 de Junho de 2007 dava à luz este ilhéu
entre o cá da memória e o lá da imaginação.
Pedaço de maré indo e voltando,
ao som das algas e dos remoinhos de areia.
Pedaço de ilha ausente dos mapas,
feito rota perdida sem cumprir seu destino.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Quem devolve a vida ao jardim Florêncio Terra?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Renato Leal - Promoção ou despromoção?
segunda-feira, 15 de junho de 2009
O eterno azul dos Açores na TV alemã

O GACS e as más práticas jornalísticas nos Açores - II
domingo, 14 de junho de 2009
O GACS e as más práticas jornalísticas nos Açores
O blogue Política Dura dedica um pertinente post à Liberdade de Imprensa e ao papel do GAGS no jornalismo açoriano, que não resisto a reforçar, com base na minha experiência jornalística (na região e fora dela). Se a criação do GACS teve um lado mau foi, de facto, o da acomodação dos jornalistas açorianos. Não tenho dúvidas que os orgãos de comunicação social são os primeiros responsáveis pelo mau uso dos comunicados do GACS. E digo-o com conhecimento pleno das condições de trabalho nos jornais da região.
O Governo faz a divulgação do que lhe convém, é certo. Mas não tenhamos ilusões: todos os jornalistas que recebem os comunicados do GACS sabem que estes vêm do Governo, logo devem fazer o trabalho de casa, seja confirmar a informação, ouvir contraditórios ou construir o seu próprio texto. No mínimo dos mínimos, exige-se que reescrevam as notícias e não as publiquem "ipsis verbis", como se de um take da LUSA se tratasse.
Esse mau uso do GACS foi, aliás, uma das coisas contra as quais mais lutei aquando da fundação do semanário Tribuna das Ilhas, do qual fui directora-adjunta entre 2002 e 2003. Hoje, é com tristeza que vejo que a minha luta não teve seguimento e que o mal se generalizou em todos os jornais da região.
Não me falem das parcas condições de trabalho, nem na pressão do fecho para desculpar esta má prática jornalística. Em todas as redacções nacionais também chovem comunicados do Governo e press releases das agências de comunicação. Mas se são publicados na íntegra é porque alguém não fez o seu trabalho, seja o jornalista que escreve a notícia ou o editor que o aceita.
Como editora, já me passaram pelas mãos textos de jornalistas que nem se tinham dado ao trabalho de reescrever os comunicados que eu lhes tinha passado como ponto de partida para a notícia. E isto aconteceu tanto com jornalistas açorianos, como com jornalistas de jornais nacionais. Escusado será dizer que as notícias não foram publicadas assim, por muito grande que fosse a pressão do fecho. Portanto, não me venham cá dizer que quando isso acontece nos Açores a culpa também é do Governo.
A única culpa que se pode atribuir ao Governo Regional dos Açores é a de ter criado uma máquina de propaganda extremamente eficaz. Mas os culpados do mau uso do GACS na imprensa açoriana são, e serão sempre, o jornalista que transcreve o texto e o chefe que lhe deu a ordem ou fechou a página. Tudo o resto são pormenores de circunstância.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Descobrir o Universo a partir da ilha



