quarta-feira, 28 de maio de 2008

Alentejo com cheiro de mar

@ Atmosphere Hotels


«No Alentejo tudo é diferente. Até o cheiro do mar. Sim, porque o Alentejo é muito mais do que extensões de terra a perder de vista e olivais sem fim. Longe do interior e das extensas planícies, há um outro lado. Bem mais verde, mais montanhoso e, sobretudo, mais desconhecido. É o lado do mar, onde a costa encontra a terra árida e nela se espraia com contornos muito especiais. Nesse lado, o mundo parece que ainda só está a começar. E que nós podemos fazer toda a diferença.»

Lídia Bulcão, in jornal Meia Hora

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Saudade indomável




Passaram 11 anos desde que ouvi o Torcato Sepúlveda gritar pela primeira vez, nos tempos da refundação do Semanário. Foi uma daquelas explosões vindas do fundo da sua rouquidão e fez parar toda a redacção.
O grito não era mais do que intempestiva indignação, perante uma pergunta de somenos importância. Mas fez-me tremer a mim, então estagiária, dos pés à cabeça. E percebi que para ele até as coisas de somenos importância tinham a força das coisas sérias.

Anos mais tarde, reencontrei-o na redacção d'A Capital e ouvi-o gargalhar com a leveza dos grandes corações. Por entre os prazeres da Grande Lisboa, parecia ter descoberto que a rir também se podia tratar das coisas sérias.

Esta noite, perante a notícia da sua morte, presto-lhe a minha homenagem. Mas não sou capaz de lhe dizer adeus. Porque não há adeus para as pessoas eternas. E o Torcato Sepúlveda era um desses raros seres com a capacidade de tocar na nosssa vida só com uma palavra, fosse ela escrita, falada ou até mesmo gritada.

A fúria da sua Natureza era também a força do seu coração. E não há adeus para pessoas assim. Não há adeus. Mas há saudade. Eterna. Tal como ele será sempre.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Morno poder

Morno poder
Escorrendo pela pele
Colado de perto
Com suor da vida

Sentido alerta
Confuso e distante
Correndo sem meta
Por entre águas vazantes

Destino de nadas

Há um rio que me olha
de frente
Pedaço de água negra
e brilhante
Destino de nadas
e desesperos.

Há um rio que me olha
sem medos
Fundo de imagens
derretidas
Eterno retorno de ilusões
perdidas

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Raio de luz





Quebras a noite sem rasgos de dor
Indicas o dia com cheiro de amor
Fazes de mim poeta errante
Sem condições para ser amante

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Estranha bússola

Bola de luz que alto te ergues
Ditando caminhos, desbravando segredos
Como se o destino fosse o mesmo
E não escorregasse por entre os dedos

Luar de Agosto









Reflexo de luz
que alumia a minha alma

terça-feira, 21 de agosto de 2007