quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Raio de luz





Quebras a noite sem rasgos de dor
Indicas o dia com cheiro de amor
Fazes de mim poeta errante
Sem condições para ser amante

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Estranha bússola

Bola de luz que alto te ergues
Ditando caminhos, desbravando segredos
Como se o destino fosse o mesmo
E não escorregasse por entre os dedos

Luar de Agosto









Reflexo de luz
que alumia a minha alma

terça-feira, 21 de agosto de 2007

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Sem hora marcada

Um grito no escuro
que nos arranca a alma
Um frio na espinha
que penetra nos ossos
Um minuto de som
que não se perde com os anos

Eco inevitável

Às três e meia, o galo cantou. Não uma. Não duas, mas três vezes. Ao mesmo tempo, o menino chorou. Não uma, não duas, mas três vezes. Como se fosse um eco inevitável, como se o mundo dependesse daquele som. Como se nada mais importasse. E na verdade não importa. Porque o mundo onde ouvi o galo cantar é o mesmo onde não quero ouvir ninguém chorar.

Memórias

Um cheiro que não esquece
Um sabor que perdura
Um manjar que deleita
Uma viagem segura

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Lua de Prata

Lua de prata
que te espelhas no horizonte,
desce ao azul
que ameaça perder-se
na profundidade


Lua branca
que pareces cair sobre o mundo,
desce à vida
que se lentamente se acanha
à superfície


Lua grande
que encandeias a noite,
desce à solicão
que alumia a alma
da açorianidade

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Preparando o regresso

Preparo o regresso
de malas e receios
Arrumo os sentidos
sem medos nem prantos
Enterro os medos
na caixa dos danos
E espero que a ilha
perdoe desencantos