Às três e meia, o galo cantou. Não uma. Não duas, mas três vezes. Ao mesmo tempo, o menino chorou. Não uma, não duas, mas três vezes. Como se fosse um eco inevitável, como se o mundo dependesse daquele som. Como se nada mais importasse. E na verdade não importa. Porque o mundo onde ouvi o galo cantar é o mesmo onde não quero ouvir ninguém chorar.
Preparo o regresso de malas e receios Arrumo os sentidos sem medos nem prantos Enterro os medos na caixa dos danos E espero que a ilha perdoe desencantos