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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Nem os velejadores experientes escapam à bruma deprimente

Que o mar não é para qualquer um, já muitos ouviram dizer. Mas até os velejadores experientes encontram surpresas de vez em quando. Por estes dias, os tripulantes da Regata Vannes/Horta/Vannes têm estado a braços com o lado mau do caminho encantado para os Açores: “mar caótico, navegação difícil, condições duras, visibilidade nula e bruma deprimente”. Podemos estar no Verão, mas não é por isso que deixamos de ser "ilhas de bruma"...

Faialenses dominam Atlantis Cup


Os faialenses dominaram o podium da última edição da Atlantis Cup, mostrando que a cidade-mar não se limita só a acolher velejadores de outras paragens. A meta foi cortada em primeiro lugar pelo do Xcape, de Luís Quintino (Faial), logo seguido pelo Ilha da Ventura, de Carlos Garcia (Faial), e pelo Air Mail, de Luís Decq Mota (Faial). Já na classe ORC3, a vitória coube ao FunTastic, de José Correia (Prainha), enquanto na Classe Open o topo da tabela foi conquistado pelo veleiro Soraya, de Frederico Rodrigues (Faial). No canal, os veleiros compram-se para andar no mar. Depressa e bem, como se quer.
Foto: Tatá Regala

Temos homem do mar!


Pedro Cipriano mostrou a sua têmpera no Regional de Canoagem, que terminou este fim-de-semana na Horta. Não só foi o melhor faialense em prova, como conquistou um brilhante primeiro lugar em K1 infantis. É caso para dizer: temos homem do mar!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O mar por inteiro na Semana do Mar 2009


Não sei se a Semana do Mar já ganhou a maturidade que a organização proclama, mas é bom ver que aos 34 anos a festa não tem medo de regressar às suas origens náuticas, nem tão pouco de homenagear a génese da sua cidade. A grande envergadura internacional dos eventos naúticos agendados para este ano comprova que a cidade-mar não é, nem pode ser, apenas um epípeto para turista ver. Durante a próxima semana, os faialenses vão mostrar como se pode viver por inteiro esse azul, que é um pedaço inteiro do melhor que as nossas ilhas têm para oferecer.

Imagem: Cartaz da Semana do Mar

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Marinas têm de ser mais do que portos seguros


Com a intensidade própria da ilha azul, a cidade-mar continuam a mostrar a todos os açorianos que os portos e as marinas dos Açores não são, nem podem ser, apenas meros pontos de chegadas e partidas. Mais do que cais de abrigo para aventureiros ou garagem para os velejadores locais, os portos e as marinas açorianos são verdadeiros focos de vida. Que podem e devem ser transformados em pontos de amaragem do desenvolvimento económico e social local, sustentado na paisagem, nas gentes e na arte de bem acolher. Só assim o investimento compensa e a verdadeira magia pode então acontecer.
Fotos: © Stéphanie GASPARI

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A dimensão mágica de uma baía internacional


Por estes dias, o mar da ilha azul tem ganho uma dimensão mágica, com as entradas e saídas de regatas internacionais como Les Sables/Horta/Les Sables, Route des Hortensias e Vannes/Horta/Vannes. A velocidade estonteante com que os veleiros internacionais amarram e desamarram na Horta são a melhor prova de que a sua baía já deixou de ser apenas um pequeno porto seguro no meio do Atlântico e passou a ser uma rota obrigatória para quem se movimenta no mundo naútico.
Fotos: © Stéphanie GASPARI

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma presidência "sem fios"

Uma visita ao site da recandidatura de João Castro à Presidência da Câmara da Horta mostra a profundidade do trabalho que tem sido feito na cidade nos últimos anos: o maior feito destacado pela presidência socialista é a instalação da rede de wireless gratuita em todo o concelho. Mais palavras para quê?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Equação de sentimentos e destruição

Passaram 11 anos, mas o dia 9 de Julho nunca mais será um dia como outro qualquer no calendário dos faialenses. Os 20 segundos que estremeceram o despertar das gentes naquela madrugada de 1998 mudaram o rumo das coisas que se queriam eternas. Não falo de números, porque as vidas roubadas e as casas destruídas não se podem contabilizar numa simples equação de euros ou, pior ainda, numa estatística sem sentimentos.
Falo antes de vidas apagadas e memórias roubadas.
Falo de casas destruídas e de lugares ceifados.

De ruas esventradas e almas destroçadas.

Falo de famílias devaçadas e comunidades estranguladas.

.
De fachadas rasgadas e gerações desfalcadas.


De laços esfaqueados e sentidos testados.


Mas falo também de vontades tisnadas e labutas diárias,
de esforços marcados e forças reerguidas.

Falo sobretudo de gentes renascidas na dor das ruínas
e amparadas nos desígnios da fé, que ainda hoje lutam
para que estas imagens se apaguem durante a noite.

É por eles, e por todos nós, que todos os outros não devem jamais esquecê-las!

Fotos: LBulcão

terça-feira, 7 de julho de 2009

Há um mês foi assim no Canal


Esta imagem bem podia ser eterna, mas o calendário não mente. Faz hoje um mês que o canal de Nemésio deu as boas-vindas a Genuíno Madruga, naquele que foi o seu segundo regresso ao porto de todos os aventureiros. Para celebrar a muito esperada chegada a casa, o site oficial do pescador-velejador publicou também outras fotos. Para ver aqui.
Crédito da foto: João Ávila

terça-feira, 23 de junho de 2009

Que São João olhe sempre pelos foliões da Caldeira!


Em tempos idos, hoje acender-se-iam as fogueiras para iluminar a noite de São João na ilha. Saltava-se à fogueira com amigos e vizinhos, com a audácia da juventude e a força que as pernas mais idosas ainda permitiam. Quando o lume passava a brasa, era tempo de assar linguiças e morcelas, entre outros petiscos tradicionais, que se acompanhavam com angelica e aguardente. No dia seguinte, feriado do munícipio, os faialenses seguiam em romarias até à Caldeira, para homenagear o santo padroeiro da ilha. Entretanto, mudaram-se os tempos e as vontades das gentes. A tradição já não é o que era, mas nem todos os costumes se apagaram. Com tascas e petiscos, chamarritas e filarmónicas, há quem ainda rume até à Ermida e se esforce para que a noite da ilha pertença a São João da Caldeira. Que o santo continue a olhar por eles!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quem devolve a vida ao jardim Florêncio Terra?



O jardim Florêncio Terra continua quase esquecido pelos faialenses, tal como o escritor que lhe deu o nome. Até aqui, as sucessivas construções e obras em seu redor nada lhe trouxeram de bom. Conseguirá a instalação da nova sede do DOP, ali mesmo ao lado, trazer-lhe a vida que o poder local nunca conseguiu? E as obras do escritor, quem as recupera?
Crédito da Fotos: MRosa e RRodrigues

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Na rota das grandes baleias


Baleia sardinheira a sul do canal Faial-Pico (Fotos: LBulcão)


A rota das grandes baleias no mar dos Açores está a ser seguida por um inovador projecto de telemetria por satélite, desenvolvido pelo DOP e pelo IMAR, com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, revela a edição portuguesa deste mês da “National Geographic”, citada hoje pelo Açoriano Oriental. Implementado no âmbito do projecto TRACE, este projecto está focado sobretudo na rota de três grandes mamíferos marinhos: a baleia azul, a baleia comum e a baleia sardinheira. Mais uma vez é a excelência da investigação que se faz na ilha do Faial ao serviço do mar que é de todos nós.

domingo, 7 de junho de 2009

O regresso do Guerreiro a casa

Genuíno Madruga voltou ao mar hoje de manhã
para atravessar o canal dos seus sonhos.

Escoltado por muitos homens do azul profundo,
o seu Hemingway entrou no Porto de todos os aventureiros.

O regresso do navegador solitário a casa
fez-se de flores, emoções e novas homenagens.

Agora, é tempo do merecido descanso para
este Guerreiro do mar. Seja bem-vindo a casa!

Fotos: Marília Medeiros/ O Bote

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estreia hoje documentário sobre "Mau Tempo no Canal"


Mau Tempo no Canal é o próximo livro da série Grandes Livros. O documentário vai para o ar hoje, na RTP2, pelas 21h15, com guião assinado pelo terceirense Luís Filipe Borges. O spot de promoção promete mostrar tudo sobre um dos maiores romances portugueses do século XX, que por acaso até é muito nosso.
Crédito da foto: RTP/Grandes Livros

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Entre o sonho e a realidade

Horta vista da ponta da Espalamaca (foto: LBulcão)


«As cidades pequenas e isoladas no Atlântico - Las Palmas, Bermudas, Funchal, Angra, Horta - têm um perfume salino e pétreo de fronteira entre o sonho e a realidade.»

Vitorino Nemésio, X. A cidade do canal, in Primeiro Corso

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Aquário Virtual dos Açores virou folhetim

Não há obra programada para o Faial que não seja tirada a ferros. Depois da novela que foi o Teatro Faialense, da comédia em torno da nova escola secundária da Horta e da farsa à volta das novas intalações do DOP (para só falar nas mais emblemáticas), parece que agora é o novo aquário virtual que está encalhado. A obra em Porto Pim parece pronta e o centro devia ter sido inaugurado no ano passado, ou pelo menos assim foi anunciado. No entanto, nem a nova tutela parecia saber disso. A notícia é própria de um folhetim.
Crédito da foto: Arq. Nuno Ribeiro Lopes

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O herói que todos gostariam de ser


O primeiro regresso de Genuíno Madruga aconteceu há sete anos, precisamente pelas 15 horas dos Açores. Depois de ter inscrito o seu nome numa lista muito exclusiva, tornando-se o primeiro açoriano e o segundo português a completar a volta ao mundo em solitário, o pescador-velejador regressou a casa. A emoção daquele dia 18 de Maio de 2002 foi forte. Muito forte. Para ele e para os milhares de pessoas que o foram esperar ao Porto da Horta, transformando a frente marítima da cidade num mar de gente.
Em honra dele, o canal encheu-se de velas e embarcações náuticas, que correram para o mar, acompanhando o seu Hemingway ao longo das últimas milhas. Passaram sete anos, mas revejo a memória daquele dia como se fosse hoje. A bordo de uma embarcação da Capitania da Horta, tive a oportunidade de viver o momento e gravá-lo para sempre.
Lembro-me do balançar da lancha durante a longa espera e das suas consequências nos marinheiros improvisados. Lembro-me da agitação quando se avistou a vela do Hemingway e do brinde no reencontro. Lembro-me dos seus olhos a brilhar quando encontrou os do filho mais velho que seguia a bordo connosco. Lembro-me da surpresa no seu rosto quando virou a ponta da doca e foi surpreendido por milhares de vozes que saudavam o seu regresso. Lembro-me da emoção quando reencontrou a família e conheceu o neto nascido durante a sua ausência. Lembro-me da sua incredulidade perante tal moldura humana. Lembro, sobretudo, da sua incrível energia, que escondia a extenuação do corpo e as saudades da alma.
Passaram sete anos e o um momento semelhante ameaça repetir-se. O pescador que se tornou velejador por mérito próprio, vem novamente a caminho, com mais uma façanha realizada. Agora, pertence também ao clube exclusivo de 9 velejadores internacionais que conseguiram dar duas voltas ao mundo em solitário. E o canal está novamente à sua espera para saudar o herói que todos gostariam de ser.
Crédito das fotos: LBulcao/Tribuna das Ilhas

URGENTE: Salvadores de património precisam-se!


Procuram-se pessoas interessadas em fazer algo pelo património faialense, cuja degradação cresce de dia para dia. As fachadas descuidadas já não enganam ninguém e as ruínas ameaçam espalhar-se que nem ratazanas, infestando o centro histórico e os monumentos locais. Os turistas apontam, os visitantes criticam, os locais comentam e as entidades locais têm-se limitado a tapar o sol com a peneira. Agora, é tempo de passar das palavras aos actos. A iniciativa partiu do blogue Horta XXI, que procura associados para formar uma associação sem fins lucrativos para salvaguardar o património da ilha do Faial. Ter formação ou experiência na área ajuda muito, mas não é condição obrigatória. O que importa é que tenham vontade de fazer alguma coisa para ajudar a salvar o património que é de todos nós. Mais pormenores aqui.

Foto: Ermida do Pilar/Luísa Rodrigues

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Um bom pedaço de futuro

Crédito da foto: LBulcão

E se pudéssemos viver no meio do oceano? E se a nossa cidade estivesse rodeada de mar por todos os lados? Há quem defenda que daqui a 30 ou 40 anos vai haver lugares assim um pouco por todo o mundo, sob pena de perdermos o nosso bem mais precioso, que é esse mar azul. Até lá, acho que a Horta já vai sendo um bom pedaço desse futuro...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não basta recuperar as fachadas!


A Câmara Municipal da Horta parece ter acordado para a realidade que nos últimos anos anos tem vindo a corroer as entranhas da cidade - a degradação dos edifícios urbanos. Em fim de mandato e ante-vésperas de eleições, o município decidiu atribuir apoios financeiros para ajudar a recuperar as moradias degradadas no centro histórico, segundo noticia o site Faial Online. A medida, integrada no projecto «Horta Viva», só peca por tardia. Mas quando mais de um quinto dos edifícios do centro urbano da Horta estão a perder-se - 15% em mau estado e 8% em ruínas - é fácil adivinhar que a "lavagem" das fachadas não vai ser suficiente para tirar as "ramelas" à cidade. Vai ser preciso muito mais do que isso para lhe devolver os moradores perdidos.

Crédito da Foto: MRosa