terça-feira, 30 de junho de 2009

Falta de jeito para a Educação Física não é desculpa

Um post do blogue Máquina de Lavar sobre um absurdo do sistema educativo desencadeou um interessante debate, que julgo merecer também aqui a devida atenção. O absurdo em questão diz respeito à contagem da nota de Educação Física para efeitos de acesso ao Ensino Superior, contra a qual o autor do post manifesta a sua indignação - excessiva no meu entender.
É já do conhecimento geral, ou devia ser, que a prática desportiva é tão boa para a saúde e para as relações sociais como para o espírito competitivo e a destreza mental, entre outras capacidades que são amplamente desenvolvidas pela prática de desporto escolar e de competição (não estamos aqui a falar de idas aos ginásio ou jogging matinal).
Em tempos idos, um selecionador nacional de basquetebol disse num estágio açoriano uma coisa que guardei para a vida: qualquer bom desportista tem obrigação de ser um bom aluno, porque tem as competências básicas para isso. Ele não falava do talento inato, mas da inteligência que é necessária para aplicar da melhor forma esse talento na prática desportiva. Dizia ele que a capacidade de aplicar essa inteligência na prática desportiva podia ser aplicada em qualquer outra actividade, desde que o atleta se esforçasse para isso.
Da mesma forma, qualquer aluno inteligente pode ser um bom desportista desde que se aplique minimamente no desenvolvimento das suas aptidões. O talento sem treino não faz campeões. Da mesma forma que a inteligência sem estudo não faz alunos brilhantes. O problema é que muitos nem se dão ao trabalho de se esforçar, como provam muitos marrões enferrujados e outros tantos campeões internacionais de futebol afamados pela sua cultura de ignorantes.
A desculpa da falta de jeito que os alunos marrões usam para não se esforçarem minimamente na realização dos exercícios físicos obrigatórios é a mesma que outros usam para a matemática. Mas isso não impede, nem deve impedir, a contabilidade da sua avaliação final. Se a matemática requer estudo, a educação física requer treino - dentro e fora da escola.
Não há dúvida de que os alunos com boas notas a Educação Física estarão melhor preparados para lidar com as dificuldades futuras e os stresses da competição académica, independentemente da área que seguem e das notas nas outras disciplinas. E isso não é, nem pode ser, mau para o acesso ao Ensino Superior.

Não pode haver tréguas para o combate à droga nas escolas

A PSP da Horta desmantelou este fim-de-semana uma rede de tráfico no Faial, cujo negócio incluía a venda de droga nas proximidades de um estabelecimento escolar da cidade da Horta. Segundo uma notícia avançada pela agência Lusa, a operação foi concluída no fim-de-semana com a detenção de três indivíduos - dois faialenses e um cabo-verdiano - acusados de tráfico de droga e a apreensão de mais de 1600 doses de heroína, cocaína e haxixe. Perante a notícia, os pais faialenses ficaram com certeza mais descansados, já que o drama da droga na escola secundária local tem vindo a agravar-se de ano para ano. Mas não se iludam os polícias nem os educadores: depressa aparecerão outros para tomar o lugar deixado vago. Os adolescentes, sempre ávidos de aventuras e consumos impróprios, são um mercado muito apetecível. É preciso, pois, manter a vigilância reforçada. Neste combate não há lugar para tréguas.

domingo, 28 de junho de 2009

Os génios também se enganam

As imprecisões de Mau Tempo do Canal e os comentários pertinentes dos leitores mais atentos deram aso a uma maravilhosa crónica de Onésimo Teotónio de Almeida. Para ler na revista Ler.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um sonho faialense no Montijo



O novo centro Centro Médido e de Fisioterapia do Montijo tem uma costela faialense. Passando a referência óbvia à minha mana mais nova, que com apenas 24 anos se tornou empresária, não posso deixar de ver neste moderno espaço de saúde e bem-estar uma prova de que os bons açorianos vão deixando obra feita onde quer que andem. Quem quiser saber mais, clique no site oficial do espaço.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Do blog para o papel - Daqui a pouco em directo

«O blog vai iluminando o caminho do seu autor, é essa a sua virtude.»


O Caderno de Saramago já deixou de ser só um espaço virtual. Hoje, pelas 18h30, será apresentada em Lisboa a versão livro dos primeiros seis meses de escrita bloguística. O lançamento será marcado por uma conversa entre o Nobel e os jornalistas Isabel Coutinho e José Mário Silva, que será transmitida online para toda a blogosfera. E porque o espírito virtual parece ter encarnado definitivamente em Saramago, o escritor está disponível para responder às perguntas dos leitores da blogosfera. Basta enviá-las para o endereço pergunteasaramago@sapo.pt.

O Caderno de Saramago

«O Caderno de Saramago», o livro do blogue from Fundação Jose Saramago on Vimeo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Que São João olhe sempre pelos foliões da Caldeira!


Em tempos idos, hoje acender-se-iam as fogueiras para iluminar a noite de São João na ilha. Saltava-se à fogueira com amigos e vizinhos, com a audácia da juventude e a força que as pernas mais idosas ainda permitiam. Quando o lume passava a brasa, era tempo de assar linguiças e morcelas, entre outros petiscos tradicionais, que se acompanhavam com angelica e aguardente. No dia seguinte, feriado do munícipio, os faialenses seguiam em romarias até à Caldeira, para homenagear o santo padroeiro da ilha. Entretanto, mudaram-se os tempos e as vontades das gentes. A tradição já não é o que era, mas nem todos os costumes se apagaram. Com tascas e petiscos, chamarritas e filarmónicas, há quem ainda rume até à Ermida e se esforce para que a noite da ilha pertença a São João da Caldeira. Que o santo continue a olhar por eles!

Palavras de pessoas sobre Pessoa



“Tenho a alma num estado de rapidez ideativa tão intenso
que preciso fazer da minha atenção um caderno de apontamentos,
e, ainda assim, tantas são as folhas que tenho a encher,
que algumas se perdem (…).”

Fernando Pessoa, in Diário Popular, 28-XI-1957


Para quem estiver por Lisboa, hoje, a partir das 18h30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a sessão de apresentação de "Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis". Um livro fundamental para quem saber mais sobre o homem que ainda hoje nos confunde. São palavras de escritas a propósito das celebrações dos 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa (1888-2008) e inclui alguns textos inéditos do poeta. O baú pessoano continua inesgotável.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A má condução nas ilhas e as vítimas que ela faz


Parece que os portugueses estão a aprender qualquer coisinha no que toca ao civismo na estrada, pelo menos a ver pela notícia do Público online. Mas enquanto os números do País dizem que uma boa parte aprendeu, a realidade das ilhas mostra-nos que se continua a conduzir muito mal nos Açores. E nem preciso de estatísticas para recordar aqui o que todos vemos.
O mal é comum a todas as ilhas, ainda que com maior ou menor visibilidade: estaciona-se em segunda fila nas cidades, apesar de se saber que isso vai congestionar o trânsito; arruma-se o carro à porta de casa, mesmo que isso signifique estrangular completamente a via pública; pára-se no meio de qualquer estrada para cumprimentar um conhecido e pôr a conversa em dia; acelera-se em ruas estreitas e curvas apertadas, como se não pudesse aparecer mais ninguém na rua; conduz-se depois de ter bebido uns copos de vinho ou umas boas cervejinhas; faz-se manobras perigosas, sem cuidado algum ou respeito por quem vem atrás. Às vezes, tudo corre bem para todos. Às vezes, corre mal, muito mal.
Na semana passada, as coisas correram muito mal no Faial, onde um acidente roubou mais uma vida. Não conheço ao pormenor as circunstâncias do desastre, mas sei o essencial: um jovem de 25 perdeu a vida estupidamente. Não o conhecia, mas isso não importa. Sei bem o que significa a sua morte, porque já perdi vários amigos nas estradas do canal em acidentes tão parvos como este. Serão precisas quantas mais vidas para abrir os olhos a quem conduz?
Crédito da foto: Acidentes no Pico

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dois anos nesta ilha

O tempo escorre-nos por entre os dedos, mas o calendário não perdoa. Foi já há dois anos que nasceu A ilha dentro de mim, um pouco escondida dos amigos e de olhares cibernéticos mais indiscretos. Começou por ser um espaço para limpar a alma, então dormente por uma perda sentida e bastante enfraquecida na distância. Depois, o meu mundo foi mudando e este blogue com ele.
As responsabilidades profissionais arrastaram-me numa vida louca e sem intervalos, que colocou este espaço quase em banho-maria durante o seu primeiro ano. Houve apenas lugar para uns enxertos sentidos, embora muito esporádicos. Depois, veio o Verão de 2008, altura em que decidi agarrar a vida com as duas mãos e recuperar a sanidade profissional (para não perder a mental). Voltei a ter uma vida de gente e dei um novo rumo a este espaço, que começou a ganhar algum movimento.
Entretanto, o fim do Gado Bravo - onde desde 2004 ruminava ideias sobre o lado menos poético da vida - começou a deixar a minha veia de cidadania entupida. Tão entupida que o inevitável aconteceu: a prosa de intervenção irrompeu aqui também, fazendo com que esta ilha virtual fosse «tudo menos um lugar estanque».
Dois anos depois, as primeiras palavras que aqui postei continuam a fazer todo o sentido. «Mais do que um cais de partida para aventuras insensatas, ou um porto de abrigo para as tempestades irrequietas, a minha ilha é o lugar onde consigo ver para além do horizonte.»

A 19 de Junho de 2007 dava à luz este ilhéu


ILHÉU

Pedaço de vida perdido no horizonte,
entre o cá da memória e o lá da imaginação.
Pedaço de maré indo e voltando,
ao som das algas e dos remoinhos de areia.
Pedaço de ilha ausente dos mapas,
feito rota perdida sem cumprir seu destino.
Lídia Bulcão
(Foto: LBulcão)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quem devolve a vida ao jardim Florêncio Terra?



O jardim Florêncio Terra continua quase esquecido pelos faialenses, tal como o escritor que lhe deu o nome. Até aqui, as sucessivas construções e obras em seu redor nada lhe trouxeram de bom. Conseguirá a instalação da nova sede do DOP, ali mesmo ao lado, trazer-lhe a vida que o poder local nunca conseguiu? E as obras do escritor, quem as recupera?
Crédito da Fotos: MRosa e RRodrigues

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Renato Leal - Promoção ou despromoção?

O faialense Renato Leal é o cabeça-de-lista escolhido pelo PS para o círculo fora da Europa nas próximas eleições legislativas nacionais. As notícias, aqui e aqui, dizem que o deputado - eleito à Assembleia da República pelo Círculo dos Açores e actual coordenador dos deputados socialistas na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades do Parlamento nacional - encara esta escolha "como um desafio", visto que o PS não conseguiu eleger nenhum deputado neste círculo da emigração nas últimas eleições. A mim, a escolha deixou-me na dúvida. Será uma promoção ou despromoção?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O eterno azul dos Açores na TV alemã


O canal alemão de televisão ARD vai emitir esta noite um documentário sobre os Açores. "Die Azoren – Paradies im ewigen Blau" é o título original do filme, que pretende mostrar o paraíso no eterno azul das ilhas. O alerta chegou-me via Ematejoca Azul e mereco eco, porque afinal a grande Alemanha é tão só um dos maiores exportadores mundiais de turistas. Uma nota para o "nosso" Norberto Serpa, que será um dos mergulhadores a bordo do pequeno ecrã. Quem não tiver acesso ao canal alemão, pode descobrir mais aqui. Em alemão, obviamente.
Crédito da Foto: RTV/ARD

O GACS e as más práticas jornalísticas nos Açores - II

Perante os comentários ao post anterior, parece-me claro que o uso e abuso do GACS nos jornais açorianos não deixa ninguém indiferente. Não me interessa aqui defender aquele gabinete governamental, nem tão pouco acusá-lo de todos os males da imprensa açoriana. Só acho que a culpa do mau jornalismo não pode ser só das pressões políticas e económicas, que existem desde tempos imemoriais, sobretudo em terras pequenas como as nossas ilhas.
Senti muito bem essas pressões na pele, vindas tanto do exterior como do interior do órgão de comunicação social que co-dirigi, e sei que é possível contorná-las e sobreviver-lhes, sem perder o profissionalismo e a independência. Pode dar mais trabalho e consumir muito mais tempo e energia, mas a certeza de estar no caminho certo também compensa.
Ninguém disse que fazer jornalismo regional era fácil. Mais do que saber contar histórias ou segurar o microfone, é preciso ter jogo de cintura para enfrentar o poder local ou a fúria dos vizinhos. É preciso ser capaz de distinguir a reunião com o autarca do almoço com o amigo. É preciso ser capaz de não ceder às tentações, que são tão rápidas a aparecer como a multiplicar-se. E é preciso ser capaz de perceber quando é tempo de entregar a carteira profissional e mudar de profissão.
É pena que a maioria dos jornalistas, editores e directores dos órgãos de comunicação social açorianos não pense assim, desmotivando ainda mais os seus próprios leitores. Acho que já era tempo da classe jornalística deixar de ser corporativista e olhar para o seu próprio umbigo com olhos de ver.

domingo, 14 de junho de 2009

O GACS e as más práticas jornalísticas nos Açores

O blogue Política Dura dedica um pertinente post à Liberdade de Imprensa e ao papel do GAGS no jornalismo açoriano, que não resisto a reforçar, com base na minha experiência jornalística (na região e fora dela). Se a criação do GACS teve um lado mau foi, de facto, o da acomodação dos jornalistas açorianos. Não tenho dúvidas que os orgãos de comunicação social são os primeiros responsáveis pelo mau uso dos comunicados do GACS. E digo-o com conhecimento pleno das condições de trabalho nos jornais da região.

O Governo faz a divulgação do que lhe convém, é certo. Mas não tenhamos ilusões: todos os jornalistas que recebem os comunicados do GACS sabem que estes vêm do Governo, logo devem fazer o trabalho de casa, seja confirmar a informação, ouvir contraditórios ou construir o seu próprio texto. No mínimo dos mínimos, exige-se que reescrevam as notícias e não as publiquem "ipsis verbis", como se de um take da LUSA se tratasse.

Esse mau uso do GACS foi, aliás, uma das coisas contra as quais mais lutei aquando da fundação do semanário Tribuna das Ilhas, do qual fui directora-adjunta entre 2002 e 2003. Hoje, é com tristeza que vejo que a minha luta não teve seguimento e que o mal se generalizou em todos os jornais da região.

Não me falem das parcas condições de trabalho, nem na pressão do fecho para desculpar esta má prática jornalística. Em todas as redacções nacionais também chovem comunicados do Governo e press releases das agências de comunicação. Mas se são publicados na íntegra é porque alguém não fez o seu trabalho, seja o jornalista que escreve a notícia ou o editor que o aceita.

Como editora, já me passaram pelas mãos textos de jornalistas que nem se tinham dado ao trabalho de reescrever os comunicados que eu lhes tinha passado como ponto de partida para a notícia. E isto aconteceu tanto com jornalistas açorianos, como com jornalistas de jornais nacionais. Escusado será dizer que as notícias não foram publicadas assim, por muito grande que fosse a pressão do fecho. Portanto, não me venham cá dizer que quando isso acontece nos Açores a culpa também é do Governo.

A única culpa que se pode atribuir ao Governo Regional dos Açores é a de ter criado uma máquina de propaganda extremamente eficaz. Mas os culpados do mau uso do GACS na imprensa açoriana são, e serão sempre, o jornalista que transcreve o texto e o chefe que lhe deu a ordem ou fechou a página. Tudo o resto são pormenores de circunstância.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A diferença entre o ser e o estar

«Na cidade estamos, no campo somos.»
António Bagão Félix, in revista GINGKO
Foto: Mário Leal/Olhares

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Descobrir o Universo a partir da ilha


Arranca hoje a II Semana de Astronomia da Horta. Até ao próximo dia 12, quem estiver pelo Faial terá a oportunidade de descobrir mais sobre as estrelas que forram o nosso ceú e os mistérios dos astros. A não perder a palestra de Nuno Peixinho, intitulada “Os últimos calhaus a contar do Sol”, agendada para dia 9, pelas 21h00, no Auditório pequeno do Teatro Faialense, e a sessão de observação nocturna na Praça do Infante, marcada para as 22h00 do dia 10 Junho.

Na rota das grandes baleias


Baleia sardinheira a sul do canal Faial-Pico (Fotos: LBulcão)


A rota das grandes baleias no mar dos Açores está a ser seguida por um inovador projecto de telemetria por satélite, desenvolvido pelo DOP e pelo IMAR, com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, revela a edição portuguesa deste mês da “National Geographic”, citada hoje pelo Açoriano Oriental. Implementado no âmbito do projecto TRACE, este projecto está focado sobretudo na rota de três grandes mamíferos marinhos: a baleia azul, a baleia comum e a baleia sardinheira. Mais uma vez é a excelência da investigação que se faz na ilha do Faial ao serviço do mar que é de todos nós.

domingo, 7 de junho de 2009

Açorianos ingratos

Numa região tão dependente da Europa como os Açores é assustador perceber que quase ninguém se importa com o que lá se faz. Se o resultado da abstenção nestas eleições europeias é preocupante em todo o País, no arquipélago os valores vão mais longe e tornam-se escandalosamente elevados. Por todas as ilhas se diz que ninguém sabe muito bem para que servem os deputados europeus, nem o que fazem por Bruxelas e Estrasburgo que não seja gastar o dinheiro de todos nós. Mas na hora de pedir fundos, subsídios ou reformas agrícolas à União Europeia, os açorianos têm mostrado ser exímios na arte. Se em causa estivesse o fim destes subsídios, provavelmente teríamos tido uma votação massiva nas ilhas. Mas quanto mais lhes dão, menos eles se importam. Oh Gente ingrata!

O regresso do Guerreiro a casa

Genuíno Madruga voltou ao mar hoje de manhã
para atravessar o canal dos seus sonhos.

Escoltado por muitos homens do azul profundo,
o seu Hemingway entrou no Porto de todos os aventureiros.

O regresso do navegador solitário a casa
fez-se de flores, emoções e novas homenagens.

Agora, é tempo do merecido descanso para
este Guerreiro do mar. Seja bem-vindo a casa!

Fotos: Marília Medeiros/ O Bote

A imagem que o directo de ontem não mostrou

O mais esperado amanhecer do Hemingway
Crédito da Foto: www.genuinomadruga.com

sábado, 6 de junho de 2009

Saudemos o regresso do Herói!


Genuíno Madruga está de volta, são e salvo. Depois da entrada no Porto das Lajes e o aplauso da multidão, seguem-se as devidas homenagens ao herói de todos nós. Acompanhe em directo aqui.

Logo à noite poderemos ainda viajar com o herói através do programa "Mar à Vista", de José Serra. "Genuíno Madruga - de Timor ao Cabo da Boa Esperança" é o título da emissão que será transmitida pela RTP-Açores, pelas 21h40.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Descubra o seu eu político


É preciso saber o que queremos para escolher com cabeça o caminho a seguir. E nada melhor do que fazer a radiografia do nosso verdadeiro espectro político para acabar com as dúvidas e os preconceitos, muitas vezes feitos de hábitos partidários acomodados e certezas construídas pelas cores políticas que não se ousam despir, sejam elas de esquerda ou de direita. Mas porque faltam dois dias para as eleições europeias e amanhã já não se pode falar nisso, recomendo o teste disponibilizado no site http://www.euprofiler.eu/. Pode não ser perfeito, mas desmitifica vazios e faz mais sentido do que uma cruz ao acaso.

Em véspera de retorno à ilha


Com as ilhas do canal já quase à vista e apertando a saudade que vai dentro do seu peito, Genuíno Madruga não consegue deixar de vaguear pela memória dos lugares visitados noutros mares por esse mundo fora. Em véspera de retorno à ilha e encontro com as suas gentes, este "nosso capitão" deixa um agradecimento especial a todos os "oficiais e marinheiros" que o acompanharam nesta II Volta ao Mundo. Palavras sentidas, a ler aqui.
Autor do mapa: Ruben Almeida

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O homem que ousou partir duas vezes


Quando já só faltam três dias e menos de 200 milhas de mar, a contagem decrescente para a chegada de Genuíno Madruga "às ilhas mais lindas" começa a acelerar. Na próxima sexta-feira, o pescador que se fez velejador no mar deverá pernoitar junto ao banco "Princesa Alice", sendo escoltado nas últimas milhas da viagem por uma corveta da Marinha portuguesa, que navegará lado a lado, em jeito de homenagem com sabor a sal. O programa das festas já está ultimado e a transmissão será feita em directo pela RTP-Açores e RTP-I. Só é pena que o canal nacional não se tenha também chegado à frente. Entretanto, o "Hemingway", que segue mais a Norte com a ajuda de ventos favoráveis, vai trilhando com saudade o final destas 34.000 milhas de viagem. E nós com ele, revisitamos as viagens e as experiências do homem que ousou partir duas vezes.
Crédito da imagem: www.genuinomadruga.com

terça-feira, 2 de junho de 2009

E se de repente o seu blogue desaparecesse?


E se de repente lesse "o seu blog não está mais disponível"? Qualquer semelhança entre este artigo de Paulo Querido, do Expresso, e a realidade não é uma simples coincidência. Pelo sim, pelo não: faça uma cópia do arquivo do seu blogue.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O gesto que pode fazer a diferença

Porque hoje é dia dos Açores, as palavras de Alzira Silva ganham um significado mais alto, que transcende a fileira partidária de quem escreve. É tempo das gentes açorianas saltarem sobre as barreiras do partidarismo político e tentarem olhar para lá do seu horizonte.
«É tempo de o cidadão ser um contribinte activo para a sua terra
e de assumir a co-responsabilização das decisões, sem se refugiar
na crença estéril de que apenas alguns são bafejados pela capacidade
de intervir. É tempo de se exercer a cidadania por inteiro.
Afinal, todos temos o direito a experienciar a transcendência
do gesto. Ele fará a diferença nas nossas vidas.»

Alzira Silva, in Tribuna das Ilhas, 29/05/2009